Todo mundo que passou por alguma das edições do Piauí Pop, evento que marcou época no início dos anos 2000 no Piauí e reunia, anualmente, milhares de pessoas para assistir shows de bandas de pop-rock consagradas nacionalmente, lembra: todo ano estava lá o Palco Assis Davis. Era o palco em que as atrações locais ou novas se apresentavam, e que recebeu esse nome em homenagem ao músico piauiense Francisco de Assis Davis de Abreu; ou, Assis Davis. 

 

Foi na música que ele mais se destacou, mas também foi artista plástico e desenhista. Assis Davis era figura fácil – e querida – na noite e nos palcos da cidade. Começou cedo a amizade com o violão, aos 12 anos, influenciado pelo pai, Panfílio, que também era músico e dava aulas do instrumento. Aos 15 anos, foi integrado como guitarrista a um dos grupos mais famosos da música piauiense: os Brasinhas. Depois, musicou peças de teatro, cantou nos bares, casamentos e festas “descoladas”.  

Assis Davis foi destaque nos festivais universitários de música como compositor, nos anos 70, chegando a vencer o 1º Festival de Música Popular Universitária da Ufpi, com a música Não Existo e, no mesmo festival, ficar também com o terceiro lugar, com Andorinha. 

Assis Davis faleceu aos 30 anos, em 1981. Mas conseguiu, nesse breve período, deixar sua marca na música e na memória piauienses.  

Revestrés#39 – janeiro-fevereiro de 2019.

Ilustração sobre Fotos de arquivo de Arquivo de Carlos Galvão.