Poucas coisas revelam tanto as faces ocultas das cidades modernas quanto suas paredes. Edifícios, portões, muros, restos de construções: em qualquer espaço disponível, as paredes gritam. Em Teresina, como em toda parte, o ato de se manifestar pelas ruas com pincel e tinta ou spray gera conflito, debates e algo que muitos chamam de arte, enquanto outros vociferam: “é só sujeira de quem não tem o que fazer”, “é depredação de patromônio”, “é vandalismo”.

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Revestrés, mais uma vez, joga um breve facho de luz sobre o assunto: saímos registrando por várias regiões da cidade o que as pessoas andam falando através das paredes. Se não dá para esgotar o assunto, pode ajudar a trazê-lo novamente à tona. Nessas páginas, uma pequena mostra do que podemos ver nas ruas.

Além disso, convidamos um especialista no tema, que inclusive já o levou para a Academia, para contar um pouco sobre o início de uma das principais formas de manifestação nas paredes da capital do Piauí: o xarpi.

* Wedson Silva é bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Ufpi. É mestre em Antropologia e participa do Núcleo de Pesquisa sobre Crianças, Adolescentes e Jovens (Nupec/Ufpi). 

(Matéria completa na Revestrés#32 – Agosto/Setembro 2017)